Por que a gente se dispersa? Por que adia o que precisa fazer?

Publicado por Sonia Novinsky em 28/10/2014 às 15h46

Esta é uma pergunta que talvez vocês se façam muitas vezes e que inúmeros pacientes também me tem colocado ao longo destes anos de clínica. 

Tenho observado que esta hesitação em por a mão na massa para fazer o que precisa ser feito e poder tirar da frente uma tarefa não é algo incompreensível, não é preguiça, não é defeito da pessoa. Por isso não é algo que mereça culpabilização embora as pessoas se culpem muito por isso. Acabam gerando problemas maiores para si, como auto punições, auto destrutividades, agressividade, baixa auto estima, desmotivação, etc.

E se este fenômeno da procrastinação for bem compreendido, ao ser usado o EFT, teremos bons resultados. Não adianta simplesmente fazer o método para o fenômeno em si, de uma forma global: ainda que eu adie a tarefa x ou y, eu me amo e me aceito completamente, etc...

É preciso compreendermos o que acontece internamente na pessoa que adia o que precisa fazer,  a que eventos biográficos esta postura está servindo como defesa para sobrevivência. 

O que tenho observado na clínica e, mesmo na minha vida é que a postura de dispersar, adiar está conectada a uma angústia que é existencial e comum a todos nós seres humanos: a nossa finitude, o fato de sermos mortais, que nos torna muito sensíveis  a tudo que pode terminar, ter   um fim. Isso nos angústia muito. Isso porque associamos inconscientemente  que terminar uma tarefa é como aderir ao nosso destino, que é sempre a morte ou a finitude da vida corporal.

Aceitar o nosso destino como seres que morre, seres finitos, (e, isso,  não apenas intelectualmente) não é algo natural, exige muito trabalho interno, muita maturidade. E exige principalmente que se tenha podido digerir as perdas, as separações que ocorreram no passado.

Nos libera para lidar com a angustia de finitude, do término, e desta forma conseguirmos enfrentar nossas tarefas com tranquilidade, sem hesitação para iniciar, sem medo de terminar.

Do contrário, quando não pudemos digerir nossas perdas e separações, ficamos como que fixados naquele momento, envolvidos num pensamento inconsciente mágico de permanência do que já se foi.  E assim comprometemos nossos projetos e nossa missão na vida em última instância.

E o EFT* é extremamente útil para que se investigue quais estas separações e perdas que precisam ser trabalhadas. E, oferece o recurso para que, com o tapping ( batidinhas nos meridianos) e a narração destes eventos  em que ocorreram as perdas e separações, se possa digerir, assimilar e superar o que foi inevitável. Neste processo de simbolização das perdas, é preciso estar atento para   seus diferentes aspectos e significados.

Desta forma a promessa, liberdade emocional para seguir em frente é cumprida por este método. 

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